quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Não gostam? Eu também não

Cameron Diaz


Não gostam da música que o pessoal dos blogues mete em Auto play? Eu também não. Irrita que se misture com a nossa, não irrita? E irrita ainda mais quando interrompe a nossa paz de alma, o nosso silêncio. Mas agora vão ter que aturar o meu espírito natalício. Por isso... A todos, um bom Natal. Peço desculpa por qualquer coisinha, mas eu mesma me devo fartar depressa, não há razões para se preocuparem.

Ah, e meninas, acho que não é mesmo push-up. Ou então sou eu que sou deficiente e não produz o efeito desejado.

Constatação feminina

Heidi Klum


Apercebemo-nos que comprámos um soutien push-up quando lhe estamos a tirar a etiqueta. E depois constatamos que tem exactamente o mesmo efeito que todos os outros que temos na gaveta de cima da mesa de cabeceira. Isso significa que todos os nossos soutiens são push-up sem nós sabermos ou que é publicidade enganosa para o que comprámos ser mais caro?

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Por amor da Virgem!

Heather Graham


Ontem, enquanto esperava pela minha professora de Português no CIA* da minha escola, dou com umas quantas raparigas num gabinete a dançar que nem umas malucas e, embora não as ouvisse, notava-se perfeitamente que estavam a cantar. Quando olho para o computador à sua frente, dou de caras com o site do Mickael Carreira. Até se compreenderia se tivessem cinco, seis anos. Ou então cinquenta. Mas não. Frequentam todas o Ensino Secundário e as suas idades variam entre os quinze e os dezoito. Só me apeteceu ir dar-lhe chapadas na cara. Isto é um insulto à adolescência! Tenho dito... Aquela escola está perdida.

*Centro de Inovação e Aprendizagens - local com vários gabinetes particulares e um espaço amplo, com vários recursos, e onde os professores dão apoio-extra aos alunos.

Para os mais curiosos (quase 3D)



Com setinhas e tudo, que eu sou uma querida.
(a primeira pode não se notar muito bem, mas está lá)

Three years

Porque faz hoje três anos que fui pedida em namoro, qual princesa, numa torre do castelo. :)


Imagem: Castiglione del Lago, Umbria, Itália.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O cirurgião

Jesse Spencer


Assim que a médica à qual tenho ido desde há alguns meses viu o resultado das minhas endoscopias, reencaminhou-me imediatamente para um cirurgião. Mas não foi um qualquer. Foi o director do bloco operatório de um hospital português com prestígio, que também dá consultas no Alto Alentejo. E marcou-me consulta para esse mesmo dia, em que só me dava tempo de almoçar e ir. Nisso, só tenho a agradecer-lhe. Sempre bastante prestável e a proporcionar-me o melhor. Mas não é dela que quero falar hoje, é dele...
Não era bonito, mas era charmoso. Cabelo a ficar grisalho, idade avançada e óculos. Aperto de mão vigoroso. Olhar penetrante e sábio. Sempre muito calmo, verificou todos os exames que eu levava e fez todo o tipo de perguntas. Mediu-me a tensão e essas coisinhas todas. Explicou-me tudo muito bem explicadinho. Eu fiquei apaixonada pelo homem, mas espero nunca mais o ver. É que a maneira de ser dele cativou-me, todos os médicos deveriam ser assim. Ter um ar calmo, inteligente, experiente. E juntar a isso o seu charme.

Something Stupid

Monica Potter


Às vezes, dizemos coisas que não achamos, no seguimento de um acto de irritação misturado com loucura. Dizem-nos coisas num momento mau para o fazer e nós respondemos, sem pensar no que estamos a dizer, sem pensar nas consequências, sem pensar em nada a não ser na nossa ira. Assim que acabamos apercebemo-nos. Tomamos consciência do que dissemos e de como atingimos a pessoa em questão.
O problema reside no facto de, regra geral, o fazermos com as pessoas que nos são mais próximas e que representam mais nas nossas vidas. Magoamos quem nos é mais especial.
Eu hoje magoei uma das pessoas que mais amo e que é mais importante para mim. E saber que fiz sofrer essa pessoa é pior que fazerem-me sofrer a mim. E chorei, nem consegui conter as lágrimas à frente da minha mãe. E ainda me custa agora saber que as palavras que disse mas que não são minhas (porque não o sinto) vão sempre ecoar na cabeça dessa pessoa. E choro.

domingo, 29 de Novembro de 2009

Faltam dois dias (e ainda me custa a acreditar)

Kate Winslet e (alguém me ajuda?) para Lancôme


Aconteça o que acontecer, dia um é dia um. Esta é uma frase que o meu J. proferiu, há cerca de dois atrás. É que é já dia um, na próxima terça-feira, que fazemos três anos de namoro. E eu sei, tenho a perfeita noção, que deveria pensar em alguma coisa especial. Não chega almoçarmos juntos nem ir ao sítio onde tudo começou. Eu queria mais qualquer coisa, fora do comum. Mas a única coisa que tenho a certeza para esse dia é que, tal como há três anos atrás, vou ter que andar sempre perto de casas de banho. É que estou no ponto alto do mês. O pior? Oh, eu fico com um humor negro - pior ainda que nos restantes dias do mês - e coitadinho do meu J. se eu estiver assim. É que, afinal de contas, dia um é dia um e são três anos, não são três dias.

Não, não sou louca por compras

Isla Fisher em Confessions of a Shopaholic


Ontem a bagageira do carro, na viagem de regresso a casa, veio bem recheada com sacos da Zara, da Pull&Bear, da Mango, da Salsa, da Tiffosi, da Natura, da Bershka, da Oysho, da Springfield e da Stradivarius. Ah, e da Pans&Company, por acaso. Mas foram quatro pessoas às compras, há que compreender.
E ainda queriam que eu fosse tirar uma fotografia com as meninas que estavam a fazer a sessão fotográfica para as Push-Up da Tiffosi. Então não vêem mesmo que sim? Ainda por cima ficavam-me mal. Como diz a minha querida O., fazem cu de preta! (sem ofensa que eu não sou racista)
Não sou louca por compras mas, se ganhasse para mim, aquelas calças lindas da Salsa que custavam noventa euros tinham vindo também até ao Alentejo. Com um lugar especial no carro e tudo.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Homens VS Mulheres - "Perdemos uma batalha mas não a guerra"

Heidi Klum e Seal


Os homens às vezes têm umas piadas muito giras. Hoje, ao reforçar uma ideia sobre mutações genéticas e o facto de o cromossoma X ser maior que o Y, o meu professor de Biologia diz:
- O cromossoma Y é menor que o X porque tem menos genes. Por isso, quando vêm certas informações anormais no cromossoma X, não existe informação para a mesma característica no Y, e a anomalia manifesta-se sempre. Custa-me muito dizer isto, mas temos que admitir que nisto somos mais limitados que elas. Perdemos uma batalha mas não a guerra!
Ahah, foi mesmo engraçado, professor. É que, tal como o Fixismo* já foi posto de parte e foi ultrapassado pelo Evolucionismo*, também é aceite que as mulheres ganharam - há muito - a guerra (não é bem mas faz de conta porque quem manda neste blogue sou eu). Acho que já sei porque é que os homens não o perceberam... O cromossoma Y também não tem genes para a capacidade de raciocínio!
Ora digam lá, homens: sou mesmo engraçada, não sou? E, agora, mulheres: a minha teoria é, ou não, plausível?

* teorias da evolução (ou não) das espécies

Faltou-vos um bocadinho assim grandinho de coragem, não foi?

Angelina Jolie


E eis que a palavra Anónimo voltou a fazer parte da minha caixa de comentários. Fogo, estava a ver que não me diziam mais nada, já me estava a sentir mesmo mal. É que, sabem, eu tenho problemas de auto-estima! E fiquei mesmo a pensar que já ninguém dava importância ao que eu digo. Já ninguém - que ainda por cima é como os Terroristas Fundamentalistas que seguem à letra o Alcorão - tirava parte do seu tempo só para me fazer comentários queridos, a ofender.
Ah, esperem, tirar parte do seu tempo? Esqueçam. Estava a confundir. É que tempo é que o não falta a essas pessoas que não têm mais nada para fazer, então têm como "profissão" chatear-quem-faz-algo-da-vida. Mais uma vez digo: há os parasitas da sociedade, estes são os da blogosfera. É que não vivem mesmo sem nós! Mas ao menos que admitam quem são. Demonstrem essa coragem.
Quanto à parte de eu ir "mamar na quinta pata de um burro" (sim, foi exactamente esta a expressão), estou muito bem servida. Obrigada por quereres partilhar comigo os teus recursos, oh Anónimo, mas acredita que não me falta nada daquilo que realmente preciso. Só saúde. E às vezes paciência para aturar esta gentinha.

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Estou intrigada

Isabel Lucas


Como quem é frequentador aqui do estaminé já há mais tempo sabe, a Matemática para mim é algo perfeito que me fascina. E estou extremamente chateada com o blogger - até considero apresentar reclamação por escrito - porque nos dá a possibilidade de fazer sondagens aos nossos queridos leitores mas apresenta mal os resultados. Desde quando é que a totalidade da população a que se abrange o inquérito não é 100%? É que irrita-me profundamente, nesse questionariozinho que fiz aí ao lado, estar que 35% respondeu uma coisa e 64% outra. É que isto só representa 99%, o que está incorrecto. Vá lá, malta que trabalha nisto, toca a melhorar. Que eu sou bem capaz de apagar o blogue só por uma coisa destas e depois é ver-se uma manifestação por esta blogosfera fora porque sem a Kikas não dá.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Podem-me chamar fútil mas fiquei irritada

Blake Lively e Leighton Meester


Cheguei chateadíssima a casa. Sou filha de mãe professora, que pode estar em início de carreira mas tem horas extraordinárias por isso tem um ordenado razoável (atenção que disse razoável, não disse decente, principalmente se tivermos em atenção o que ela trabalha). Recentemente, com a crise, a minha mãe perdeu muito dinheiro que tinha em capital de risco no banco mais seguro do país (imagine-se!) e nem sabia onde estava aplicado. Quase ao mesmo tempo, teve que pagar uma dívida que não lhe pertencia. Já gastou, à vontade, uns quantos mil euros comigo em médicos e em todos os recursos que apareceram, para ver se melhoro. Por tudo isto, e também porque cresci, quase que não peço nada à minha mãe. Ou então digo apenas "Gosto", não digo "Quero". Mas neste momento estou a precisar de roupa, porque o que me serve já está quase gasto de tão usado. Como é óbvio, se for às compras, vou ter em consideração tudo o que referi e vou aos básicos e baratos: Pull&Bear, Zara, Mango e outras que tais.
Mas hoje fiquei extremamente irritada. A filha de uma colega da minha mãe (que diz que não se divorcia por não ter dinheiro para uma casa - o que compreendo, por conhecer a situação), apareceu-me à frente com um casaco novo Ripcurl, um gorro Billabong, e outros que tais. Então não há dinheiro para umas coisas e há para outras? Eu, que até tenho uma vida razoável graças a todas as poupanças que a minha mãe e os meus avós fizeram durante uma vida, a pensar no futuro, peço o mínimo, o indispensável, e depois há estes casos assim. Eu passo-me, juro que me passo.
E depois é o facto de eu não ter sequer tempo de me coçar, como se costuma dizer, e esta gente vai às compras quando calha. Está bem que isso é outro assunto mas também me tira do sério.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Hoje apetece-me falar em homens, posso?

Jude Law e Sienna Miller


Todas nós - até as mais Maria-Rapaz e as mais independentes - sonhamos com o nosso Príncipe Encantado. Gritamos aos Sete Ventos e a quem nos queira ouvir que os homens são uns insensíveis, que não precisamos deles para nada, que mais vale sós que mal acompanhadas por essas bestas, mas não vivemos sem eles. Temos plena consciência que não há ninguém perfeito mas admitimos para nós que um dia vamos encontrar um, que entre tanta imperfeição e tanto defeito, nos saiba amar como nós a ele. E que assim vamos ser felizes.
Só que como não há bela sem senão, até que chegue o Príncipe Encantado, cruzamo-nos com o Dragão. E o Dragão brinca com os nossos sentimentos. E depois claro que generalizamos e dizemos, mais uma vez, que são todos iguais, que não passam de uns insensíveis, de uns estúpidos.
Mas a esperança permanece sempre. E quando menos esperamos... Lá chega, no seu cavalo branco, ou no preto, ou no azul, ou no cor-de-rosa. Ou no seu Fiat, ou no seu Opel, ou no seu Mercedes, ou no seu Porsche. É ao gosto da freguesa.

Sexy mas sexy, não é de qualquer maneira


Dizem as queridíssimas (e sexy's) Bea, Cat e Hermione que este blog é sexy. Mas mesmo muito sexy. E quem sou eu para o negar?



(é de salientar que eu nunca publico os miminhos, mas pronto, hoje deu-me para isto, por isso peço desculpa aos restantes)

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

É de aproveitar

Adriana Lima


Pago - e muito bem - a quem me fizer um trabalho de Filosofia. Coisa pouca. Construir cinco textos sobre os temas propostos, utilizando os tópicos orientadores. É de aproveitar. Pensem bem... Está a chegar a altura de comprar prendinhas de Natal, não dava jeito uns trocos extra?

Adenda: Eu gosto das matérias de Filosofia. Mesmo mesmo mesmo. Odeio é o método das aulas, que somos nós que damos a matéria com trabalhos. Percebem agora?
E o meu post anterior não tem nada a ver com o facto de ser filha de pais divorciados. É só que pronto...

Querido Pai Natal e Querido Menino Jesus

Heidi Klum


Acho que nunca vos escrevi nenhuma carta e, por isso, peço desde já desculpa pela falta de crença mas eu sabia muito bem que quem me punha as coisas debaixo da chaminé e/ou árvore de Natal era a minha mãe e, por vezes, os meus avós. Ou até mesmo eu.
Porém, há uma primeira vez para tudo, não é verdade? Então cá estou eu, e tenho coisas para pedir. Sabem, Pai Natal e Menino Jesus, desde os onze anos que não tenho Natal. Creio que nunca mais houve sequer árvore de Natal cá em casa desde essa altura. Acham isso bonito para uma simples menina, acham? Pois eu não acho! Por isso, meus queridos, já era altura de me devolverem a época natalícia. Estamos combinados quanto a este ponto? Pronto, ainda bem. Espero que cumpram.
Depois, hum, deixa cá ver. Quando for grande, quero-me casar e não me quero divorciar. Quero ter dois filhos - um menino e uma menina, de preferência - e, conto com a vossa ajuda, para que não tenham a porcaria de Natal que tenho tido. Ou seja, quero que nessa altura, eu aprenda verdadeiramente o significado de toda esta época.
E pronto. Por hoje é tudo, Pai Natal e Menino Jesus. Mas não pensem que eu me esqueci da parte material da coisa - que eu sei que vossas excelências não vão cumprir pero soñar no tiene costos.

Top secret (adenda)

Sim, meus amores. Estou plenamente de acordo! Não há nada como saborear um livro que está nas nossas mãos. Sentimos o seu cheiro, tomamos-lhe o peso, folheamos à nossa maneira... Enfim, um livro é um livo e nada o substitui. Mas aquilo de que vos falei ontem foi mesmo uma medida de emergência ao tédio - nada mais!
:)

domingo, 22 de Novembro de 2009

Top secret

Rachel Weisz


O que fazer quando se acaba de ler em três tempos o livro de José Rodrigues dos Santos que o nosso namorado nos deu, não temos Internet porque o modem não liga, estamos fartas de jogar coisas estúpidas e a febre não nos permite ter a mínima paciência para estudar?
Lembramo-nos "Ah! Eu tenho mais livros do José Rodrigues dos Santos, posso ir ler qualquer um. Daquele senhor nunca é demais". Mas depois caímos em nós "Ah, pois, mas estão todos em casa da tia, que também o adora e com quem temos a colecção a meias". E, por fim, em tom baixinho na nossa cabeça, para nem a nossa própria consciência ouvir... "Mas também os tenho gravados nos Documentos do computador, em formato .pdf".

Tendo em conta que também
os temos em versão livro,
não há muito mal, pois não?

Eu? Andar a gozar com as pessoas?

Anne Hathaway


Lembram-se do menino que achava que tinha descoberto o meu blogue? Sim, esse que eu disse que era burrinho mas que não convinha que soubesse (referi-o aqui). Pois que me continuou a chatear mas entretanto já desistiu. Isto porque eu, há uma semana, lhe mandei o link de um blogue que adoro, que leio sempre que posso, mas que não tem nada a ver comigo. E estava à espera que ele, assim que o abrisse, me mandasse dar uma curva. Ou seja, que percebesse logo... Mas o assunto para mim morreu aí. Até porque lhe disse "Eu não tenho um blogue... Tenho é o vício de ler blogues. É diferente".
Pois que chega ao pé de mim Segunda-feira e diz:
- Por causa tua só dormi quatro horas esta noite e estou a morrer de sono.
Pensei que estava a brincar comigo, mas ele passou a explicar. Levou até às três da manhã a ler o dito blogue... E, se ao mesmo tempo achava que o modo de escrever tinha tudo a ver comigo (como se ele o conhecesse, mas pronto), também tinha a certeza que se o blogue fosse meu eu só mentia.
Por amor de Deus. Criar um blogue para depois só inventar? Para enganar pessoas temos a vida real. E eu também não sou esse género de pessoa.

Vamos fazer todos: Ohhhh...!

Adriana Lima


Para quem ainda não reparou, a Kikinhas tem andado desaparecida. Para além dos queixumes habituais do aparelho digestivo alto (foi assim que o cirurgião-charmoso lhe chamou, mais ou menos), parece que a gripe veio para ficar. Ele é dores de garganta, ele é dores de ouvidos, ele é dores de cabeça... Enfim, levas um paracetamolzinho para as dores e Tantum Verde para a garganta, e se não melhorares vens cá outra vez.
E a minha teoria sobre não ter gripe A, visto que não tinha febre, já foi por água abaixo. Levei o dia de ontem a arder.
Mas, como sempre, há que ver o lado positivo das coisas. Levei a tarde de Sábado quase toda a dormir. Pus as minhas leituras em dia. E, em princípio, não consigo ir à escola amanhã. Oh, que pena, vou ter que fazer o teste de Português noutra altura. Que chatice pah.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Há alguma alminha penada neste mundo que me perceba?

Cameron Diaz


Esta manhã estava a chover quando saí de casa e quando cheguei à escola. Quer dizer, era molha-parvos. Não chovia mas também não deixava de chover.
Vou para a aula de turnos, com o meu querido professor de Físico-Química.
Diz um:
- Ai esta chuva.
Ao que o professor responde:
- Isto não é nada. Em Vila Real está a chover e bem, de certeza.
A Kikas, acabada de se sentar, tinha que meter a colherada:
- Odeio esta chuva! Não molha nem deixa de molhar e deixa-me o cabelo oleoso.
E o professor volta a carga, com uma expressão de gozo estampada na cara:
- Ai. As mulheres e os seus problemas.
Claro que me revoltei, na hora!
- Olhe, para sua informação, é o único problema de mulheres que me aflige! O único! Está a ouvir?
E é que é mesmo. Tirando os problemas mensais, mas isso não há nada a fazer (por enquanto, eu hei-de arranjar uma maneira), andar com o cabelo oleoso é a coisa que mais odeio. Até posso ter umas olheiras a chegar ao chão (como sempre), a cara cheia de buracos onde antes estavam pontos negros, uma nódoa na blusa, não ter acessórios nem sequer maquilhagem, que nada disso me preocupa. Nada, nadinha. Mas o cabelo oleoso... Transcende-me.
E ainda vem aquele homem rebaixar a minha única aflição enquanto mulher? Não há decência. Parvo.

O meu próprio blogue irrita-me

Já não digo coisa com coisa. Ando sem inspiração nenhuma. Só me apetece dizer coisas lamechas por isso estou calada. Pronto, já sei o que se passa! Estou a precisar de férias. E de dormir doze horas por dia. Do meio-dia à meia-noite! Isso sim, era uma coisa de valor.

É o meu professor de Espanhol que diz, não sou eu

Jennifer Morrison


- Oh Kikas. Com aquele nome no Facebook, eu não sabia que eras tu.
- Oh professor, é o meu penúltimo nome. E eu gosto muito mais...
- É nome de médica!

Se o de Educação Física me der vinte, até pode ser que sim. Caso contrário, não é mesmo nome de médica.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Ou é bom de ouvir, ou... É bom de ler

George Clooney


Olha ainda estou a tentar descobrir uma pessoa melhor para falar sem seres tu. :P

Com um tiro nos cornos resolve-se tudo

Vin Diesel


Acabei de ver a GRANDE REPORTAGEM SIC, intitulada "Filhos de pais em guerra". Estou irritadíssima.
Também eu fui uma filha de pais em guerra, era pequenina mas perturbou-me. Porém, a guerra era entre eles, não me metia a mim. Não me utilizavam para atingir o outro. É óbvio que discutiram, ambos queriam a minha custódia, acabei por ficar com quem devia - a mãe. Não estou a dizer com isto que o meu pai não me saberia educar, mas dadas as circunstâncias, sei que foi a decisão acertada.
Nunca, mas nunca, o meu pai foi privado de me ver. Muito pelo contrário. Falávamos todos os dias ao telefone, durante tempos e tempos. Confesso que não gostava muito, quando era mais pequena, mas aos poucos fui-me apercebendo de como éramos iguais e a nossa relação melhorou a olhos vistos e sempre fomos muito ligados. Mais que qualquer outra pessoa, ele precisava de mim.
Mas enfim, não é de mim que quero falar. É das mães e dos pais, por este mundo fora, que impedem os filhos de ver o outro progenitor. Que fazem chantagem emocional com crianças. A infância é-lhes totalmente roubada. Isso não é de quem gosta a sério dos filhos, é de quem gosta apenas de si próprio e da sua autoridade. Têm problemas psíquicos - e dos graves.
Por último, porque a minha indignação não me permite alongar, só vos quero dar um exemplo. Lembram-se quando disse que o meu pai se tinha passado da cabeça (aqui)? Foi há dois anos e, nesse dia, disse uma grande verdade.
Pai: Onde está a Kikas?
Tia: Está com a mãe.
Pai: Então está bem.
E eu sei que, por mais defeitos que a minha mãe tenha e que o meu pai tenha tido, não me eram capazes de fazer aquilo.

Felizmente, ainda há quem se preocupe

Michael Buble


Estávamos na aula de Espanhol a cantar. Eu, para o que é comum, até estava muito apática, não cantava muito (como usualmente nas aulas). De repente surge:
Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho
Comecei a cantar, pois claro. Adoro Rui Veloso. E uma certa e determinada pessoa olhou para mim e disse:
- Esta agora não foi muito feliz. Não nos saiu bem.
Eu, não sabendo e ao mesmo tempo sabendo ao que se referia, perguntei porquê.
- Oh, pensa lá na primeira parte da música.
Mais uma vez, percebendo e não querendo perceber que se estava a referir a "Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho". E essa pessoa disse-me:
- Fez-me lembrar a conversa que tivemos no Sábado à noite. De te sentires sozinha.
- (silêncio da minha parte, juntamente com uma cara triste e de assentimento)
- E não fiques assim.

Mais tarde, agradeci-lhe por se preocupar sem o demonstrar. Agrada-me o estilo.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Agora percebo quem quer deixar de fumar e não consegue

Heidi Klum


Não, eu não fumo. Mas um dos meus maiores vícios é chocolate. Todos os dias como (ou comia) chocolate. Em todos os intervalos da escola. Se fosse preciso, como tinha dito, comia uma tabelete inteira antes de lavar os dentes. Adoro todos os chocolates e mais alguns. Até tinha falado nisso no meu anterior blogue. E agora, devido aos problemas de estômago, não posso comer chocolate. Quer dizer, não devo... Porque eu como. Mas estou a tentar reduzir! Sim, estou mesmo. Hoje ainda não comi chocolate e, graças a isso, só consigo pensar em como é bom e em como me conforta. Está a custar tanto... Ainda por cima, agora que chegaram os Ferrero e os Baci, acham mesmo que não vou comer? Opah, eu não mereço. E quero chocolate, muito muito muito.

Sem título.

Izabel Goulart


Quando amamos alguém, devemos ser suficientemente altruístas para lhe dar o que ela quer.
Em: As Leis da Atracção